Até entendo aqueles que por uma semana ou duas trocam sua foto em prol de uma causa. Uma campanha, uma brincadeira, luto, até uma caricatura. Passou disso, já começo a fazer leituras. Até uma foto de casal, quando fica muito tempo já me dá impressão que falta alguma personalidade, ou a relação é de dependência para um dos dois. Uma mãe que fica anos com a foto dos filhos me faz questionar se ela abriu mão da sua própria vida em função dos filhos (nada contra, só não sei se ela tem a consciência disso).
Mas tem coisa que é muito esquisita. Uma mulher com a foto do Papa João Paulo II: será que essa pessoa tem capacidade para criticar e questionar o que encontrar de errado na sua religião? "Para que criticar? Minha religião é a única certa!" (...) Um sujeito que usa a foto do carro da namorada (é sério! Eu conheço a figura). Quando eu vi a primeira vez, pensei: se esse realmente for o carro da namorada esse sujeito é um aproveitador. E era (o carro era da namorada, e o sujeito, um vagabundo aproveitador).
Não critico a admiração dessas pessoas por algo ou alguém. Eles tem todo o direito de querer, crer e desejar o que quer que seja. Eu também tenho minhas preferências. Mas abrir mão de sua identidade, sua personalidade em função de uma pessoa, causa ou desejo é algo que me assusta. Coloque a foto na linha do tempo, ou no álbum, mas na foto do perfil, não. Se não quer mostrar a fuça, saia da rede social. Mas se quer ser visto e reconhecido, mostre a SUA cara, não aquilo que quer que os outros acreditem que é. E lembre-se: quando a imagem não é sua, ela fala mais sobre você do que você pensa. E nem sempre é o que você queria falar...
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